Greenfield denuncia ex-gestores de Previ, Petros e Funcef por FIP Global Equity

A Força-Tarefa Greenfield denunciou 34 pessoas por operações irregulares no Fundo de Investimento em Participações Global Equity Properties (FIP GEP) que geraram prejuízos milionários ao fundo e a seus cotistas, entre 2009 e 2014. Todos os denunciados – gestores do fundo e ex-executivos dos fundos de previdência complementar Funcef, Petros e Previ – devem responder por gestão temerária.

Os gestores do FIP vão responder também por desvio de recursos e Marco Antônio de Freitas Pinheiro, diretor-executivo do FIP GEP, responderá por falsificação de quatro laudos de avaliação que induziram o comitê de investimentos do FIP a erro.

Os procuradores que integram a FT pedem, na denúncia, a reparação econômica e moral das vítimas, no valor estimado de R$ 1,3 bilhão, o equivalente ao triplo dos aportes realizados pelos fundos de previdência complementar, correspondente a cerca de R$ 456 milhões (valores atualizados pela Selic de abril de 2014 a janeiro de 2019).

Entre os denunciados, estão Carlos Alberto Caser, ex-presidente da Funcef, e Demósthenes Marques e Maurício Marcellini Pereira, que ocuparam o cargo de diretor de investimentos da EFPC da Caixa; Wagner Pinheiro de Oliveira, ex-presidente da Petros; e Renê Sanda, ex-diretor de investimentos da Previ. O FIP tem como cotistas Funcef, Petros, Previ, Celos, Fapes, Infraprev e Banesprev.

Fundos exclusivos de fundações tem quase R$ 2 bilhões alocados na Vale

Fundos exclusivos pertencentes às fundações de previdência fechada detém quase R$ 2 bilhões em ações da empresa Vale, cujo valor de mercado caiu 24% no pregão de segunda-feira, 28/01, em consequência do acidente ocorrido três dias antes na barragem da mina Feijão, em Brumadinho (MG). O levantamento sobre os fundos exclusivos pertencentes às fundações de previdência fechada foi feito pelo site ComDinheiro, que destaca que apenas um fundo exclusivo pertencente à Previ, a fundação dos funcionários do Banco do Brasil, detém R$ 1,14 bilhão em ações da mineradora. A seguir vem um fundo exclusivo da Funcef, que tem R$ 191 milhões em ações da Vale, e dois fundos exclusivos da Real Grandeza, que juntos somam R$ 117 milhões em ações da Vale.

O levantamento é apenas uma pequena mostra dos investimentos dos fundos de pensão nas ações da mineradora, pois além dos fundos exclusivos as fundações de previdência fechada também investem em centenas de outros fundos abertos que compram ações da Vale, além de eventuais investimentos diretos. O prejuízo dos fundos de pensão com a queda das ações da Vale, por enquanto, ainda não pode ser quantificado.

Segundo a Economática, a perda de 24% do valor de mercado da Vale no pregão desta segunda-feira, equivalente a R$ 71 bilhões, é a maior da história da bolsa brasileira num só dia, superando a perda da Petrobras em maio de 2018, que tinha perdido R$ 47 milhões num único dia. Veja abaixo o levantamento da ComDinheiro com os fundos exclusivos de fundações e os valores alocados em ações da Vale.

Público Alvo Razão Social do Fundo Quanto aloca
em ações da
Vale (em R$) 
Exclusivo da Previ-BB BB CARTEIRA ATIVA FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                   1.140.941.094,00
Exclusivo da Funcef CARTEIRA ATIVA II FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES                     191.869.548,00
Exclusivo da Real Grandeza FRG PLANO BD FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO                     101.857.149,00
Exclusivo da Petros FP IBOVESPA FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       97.432.032,00
Exclusivo da Ceres FUNDO DE INVESTIMENTO AGROCIÊNCIA AÇÕES                       62.456.334,00
Exclusivo da Valia FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES INDEX                       47.838.204,00
Exclusivo da Multiprev Fdo de Pensão Multipatrocinado MULTIPREV IBRX ATIVO FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       44.233.218,00
Exclusivo da Fundação IBM FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES DUNQUERQUE                       31.987.455,00
Exclusivo da Fundação IBM FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES ARUBA                       28.264.200,00
Exclusivo da BB Previdência BB PREVIDENCIA AÇOES IBRX FUNDO DE INVESTIMENTO                       24.453.684,00
Exclusivo da Economus BB ECO GOLD FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       23.823.936,00
Exclusivo da Volkswagem Previd JETTA FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       18.085.620,00
Exclusivo da Multiprev Fdo de Pensão Multipatrocinado MULTIPREV VALUATION FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       17.174.199,00
Exclusivo da Fundação Cesp SINGULAR FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       15.645.321,00
Exclusivo da Petros FP SANTANDER TOTAL RETURN FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       15.261.750,00
Exclusivo da Real Grandeza FRG PLANO CD FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO                       14.116.851,00
Exclusivo da Fundação Copel FCOPEL FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       14.058.507,00
Exclusivo da Unilever Prev BRASIL WESTERN ASSET FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                       11.995.047,00
Exclusivo da Previ Siemens TURQUOISE DC PLAN FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES PREVIDENCIÁRIO                         8.497.161,00
Exclusivo da BRF Previdência. WESTERN ASSET INSTITUTIONAL 50 AÇÕES FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                         6.205.374,00
Exclusivo da Fundação Nestlé FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES FUNEPP                         6.166.869,00
Exclusivo da HP Prev FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES HBRP IBRX II ATIVO                         6.087.513,00
Restrito da EnerPrev ENERPREV FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                         5.403.297,00
Exclusivo da CBS Cia Siderúrgica Nacional FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO MILÊNIO AC                         5.342.352,00
Exclusivo da HP Prev FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES HBRP IBRX III ATIVO                         4.432.665,00
Restrito da BB Previdência BB PREVIDÊNCIA RETORNO TOTAL FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES                         3.054.900,00
Exclusivo da Basf Previdência OPERA FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES                         2.988.600,00
Exclusivo da Fundação Promon BRADESCO FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES PROMON                         2.660.109,00
Exclusivo da Funssest ArcelorMittal FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES MEAÍPE IBX ATIVO                         2.640.321,00
Exclusivo da CBS Cia Siderúrgica Nacional FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO MILÊNIO BC II                         2.309.229,00
Exclusivo da Fundação São Francisco MAPFRE SF FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES                         1.548.258,00
Exclusivo da OABPrev SC SOMMA OABPREV-SC FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO CRÉDITO PRIVADO                            479.400,00
Exclusivo da Visteon Prev BNP PARIBAS AURORA FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO                            399.840,00
Exclusivo da Funpresp-Exe FUNDO DE INVESTIMENTO CAIXA FUNPRESP MULTIMERCADO                              15.300,00
Total   1.959.725.337,00

Corretora resultante da fusão entre Spinelli e Concórdia é batizada de Necton

A B3 realizou nesta terça-feira, 22 de janeiro, em sua sede, o evento de lançamento da corretora Necton, resultado da fusão da Spinelli e da Concórdia. “A Necton surge com a proposta de expandir as linhas de negócio e área de atuação que as empresas já tinham, proporcionando sinergia e oportunidades nos mercados institucional e de varejo a seus clientes”, diz o comunicado divulgado. O presidente da Necton será Marcos Azer Maluf, com Rafael Giovani como diretor operacional, além dos acionistas Luiz Gotardo Furlan e Nelson Spinelli.

Bradesco enxuga vice-presidências

O Bradesco comunicou na última segunda-feira (14) uma restruturação em sua cúpula administrativa, com a redução de seis para quatro vice-presidências. Esse núcleo, que responde ao presidente Octavio de Lazari Junior, é composto por Marcelo Noronha (atacado), Cassiano Scarpelli (alta renda), Eurico Fabri (varejo) e André Cano (tecnologia, infraestrutura, recursos humanos, jurídico, relações com o mercado e compliance).

Nos demais escalões, uma das mudanças mais comentadas no mercado foi a ascensão de Bruno Boetger, que atuava na área comercial com foco empresarial e foi promovido para diretor-executivo gerente responsável pelas operações de corporate e Bradesco BBI. Boetger assume o posto que era ocupado por Renato Ejnisman, diretor-executivo gerente e que passa agora a responder pela Bradesco Asset Management (Bram), private banking e áreas de câmbio e internacional.

Leandro Miranda, que respondia pela área de banco de investimentos torna-se diretor-executivo responsável pelas corretoras e área de relações com o mercado, enquanto Henrique Lima, que cuidava da área de fusões e aquisições, torna-se o diretor responsável pelas áreas anteriormente sob a responsabilidade de Miranda.

Bolsonaro sanciona lei que cria fundos patrimoniais

Foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 7 de janeiro, a Lei 13.800/19, que regula a criação de fundos patrimoniais com o objetivo de arrecadar, gerir e destinar doações de pessoas físicas e jurídicas privadas para programas, projetos e demais finalidades de interesse público. A nova lei tem origem na Medida Provisória 851/18 e foi sancionada com vetos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. A edição da MP 851/18 se deu após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no dia 2 de setembro do ano passado. A instituição, que tinha um acervo com mais de 20 milhões de itens, é a mais antiga do gênero no País — completou 200 anos em junho de 2018.

A norma estabelece um marco regulatório para captação dos recursos privados que constituirão os chamados fundos patrimoniais. O objetivo é que esses fundos sirvam como financiamento de longo prazo para instituições de interesse público, por meio de parcerias, programas e projetos. Poderão participar instituições federais, estaduais, municipais e distritais.

A lei permite a criação de fundos patrimoniais e estimula doações privadas para projetos de interesse público nas áreas de educação, ciência, tecnologia, pesquisa e inovação, cultura, saúde, meio ambiente, assistência social, desporto, segurança pública, direitos humanos e demais finalidades de interesse público. Fundos patrimoniais são formados por doações privadas e o montante obtido é investido no mercado financeiro, de modo a gerar uma receita contínua para aplicação em ações das instituições.

Com informações da Agência Senado e da Agência Câmara Notícias

Anbima projeta Selic a 6,5% até o final de 2018

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) projeta a manutenção da Selic a 6,5% até o final de 2018. Segundo comunicado, o Comitê de Acompanhamento Macroeconômico da associação prevê que o Copom faça um ajuste na taxa de juros apenas em janeiro de 2019, elevando-a para 6,75%, e podendo chegar a 8% em dezembro do mesmo ano. O ciclo de elevação da taxa de juros deve iniciar com a  retomada do ritmo de crescimento da economia e com os efeitos da política monetária sobre a inflação, diz o comunicado.

 

O IPCA, por sua vez, deve subir de 4,2% para 4,4%, voltando para 4,2% no ano que vem. Já o PIB foi revisado para baixo pela quinta vez consecutiva, com projeção de ficar em 1,35% no final do ano. Para o próximo ano, a previsão é de que o crescimento do PIB seja de 2,5%. Com perspectivas positivas para a economia brasileira após as eleições, a projeção do dólar também foi revisada, saindo de R$ 3,85 para R$ 3,70 no encerramento de 2018.

B3 começa a negociar ETF de renda fixa da Mirae

A B3 iniciou nesta segunda-feira, 10 de setembro, a negociação do primeiro ETF de renda fixa do Brasil, desenvolvido pela Mirae Asset Global Investments em conjunto com a provedora do índice de referência S&P Dow Jones Indices. Segundo comunicado da B3,  produto seguirá o S&P/B3 Índice de Renda Fixa, que medirá o desempenho de uma carteira hipotética composta por contratos futuros de DI de três anos. Aos adquirir as cotas do ETF negociadas na B3, o investidor passa a deter indiretamente todos os ativos de renda fixa da carteira teórica do índice de referência. O ETF foi desenvolvido pela Mirae antes do lançamento do ETF do Tesouro Nacional, que lançou um edital para selecionar um gestor para o ETF de renda fixa. O caminho feito pela Mirae Asset, entretanto, foi de se antecipar a esse movimento e não se vincular ao edital, encerrado no dia 6 de agosto. Já o vencedor do edital do ETF do Tesouro Nacional foi a Itaú Asset Management. O índice de referência será o IMA-B, que representa a evolução de carteira de títulos indexados a índices de preços, as NTN-B.

Amec pede inclusão de minoritários em acordos de ressarcimento da J&F

A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), em carta aberta endereçada ao Procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, coordenador da operação Greenfield, pede que os novos acordos de leniência que venham a ser firmados entre o Ministério Público Federal (MPF) MPF e a J&F incluam o ressarcimento também aos investidores minoritários das empresas controladas pela holding. “Tendo em vista que nessa oportunidade estariam sendo revisitados os termos do acordo de leniência anteriormente firmado entre essa Douta Procuradoria e J&F Investimentos S.A., a Amec vem pela presente requerer que todo e qualquer novo acordo a ser firmado inclua entre as suas premissas a recomposição dos danos sofridos pelos acionistas não participantes do bloco de controle das companhias envolvidas, independentemente da sua categoria ou qualidade, de maneira a prestigiar os princípios da igualdade, equidade e legalidade”, diz a carta assinada pelo presidente da Amec, Mauro Cunha.