Gestão de recursos

Ipref-Guarulhos inicia processo de diversificação de gestores, conta Reichert

Eduardo Augusto Reichert Ipref GuarulhosO Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos Municipais de Guarulhos (Ipref-Guarulhos) iniciou, no ano passado, um processo de diversificação de sua carteira de investimentos e desde então tem ampliado o espaço de gestores independentes e especializados. “A intenção era reduzir a grande concentração que tínhamos dos recursos alocados em Caixa e Banco do Brasil”, conta Eduardo Augusto Reichert, diretor administrativo e financeiro do Ipref Guarulhos.

Em março de 2018 o instituto deu prosseguimento ao processo de diversificação da carteira e começou o investimento em dois fundos da Western, sendo um da classe de estruturados que faz operações ‘long e short’ em renda variável, e outro de IMA ativo. “É uma casa independente, mas de grande porte”, fala Reichert, acrescentando que também tem mantido conversas para possíveis novas aplicações com a Vinci Partners.

Além das alocações no Western, o Ipref Guarulhos carrega há alguns anos uma posição em um fundo imobiliário da Rio Bravo. “O fundo imobiliário passou por um período ruim, com a Selic alta, e agora tem apresentado retornos um pouco melhores”. E também investe, desde fevereiro de 2017, em fundos da AZ Legan. Somadas, as alocações em gestores independentes do RPPS somam cerca de R$ 9 milhões, dentro do PL de aproximadamente R$ 70 milhões.

As alterações na carteira da entidade previdenciária têm dado resultados. Com patrimônio líquido de R$ 70 milhões, o Ipref-Guarulhos obteve no primeiro trimestre de 2018 uma rentbilidade de 4,08% para sua carteira de investimentos, cerca de 215% da meta, que é INPC mais 6% ao ano.

“Não adianta buscar gestores novos para fazer aplicações em fundos IMA ou DI. Para esse tipo de investimento os grandes bancos já têm uma grade bastante completa, e pela escala que eles têm conseguem nos oferecer uma taxa de administração menor”, afirma o dirigente, que antes de ocupar o cargo no Ipref-Guarulhos foi diretor presidente do RPPS de Tatuí.

Reichert afirma que, caso a performance positiva prossiga nos próximos dois meses, a tendência é promover uma diminuição no risco da carteira diante do provável aumento da volatilidade com a proximidade das eleições. Essa redução tende a ocorrer via redução da duration dos ativos de renda fixa, sem mudanças na exposição em renda variável (que representa apenas 5% do total). “Além da exposição em bolsa ser pequena, não podemos nos privar de ter risco de mercado o tempo todo”. Reichert lembra ainda que os dois fundos de ações na carteira tem forte descorrelação com o Ibovespa, o que ajuda a reduzir a volatilidade no portfólio.