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Fundo de pensão do município de Curitiba envia regulamento de plano para novos servidores à Previc

RauenJoseLuizO fundo de pensão de Curitiba - CuritibaPrev, que começou a funcionar no dia 1º de outubro, está encaminhando à Previc o regulamento do plano para os funcionários municipais nomeados após a aprovação da lei, no ano passado. Segundo o presidente do fundo, José Luiz Taborda Rauen, os 600 funcionários que estão nessa situação ingressarão automaticamente no plano e poderão optar por sair caso não desejarem ficar no novo regime. Além disso, o CuritibaPrev começa a elaborar o regulamento de um segundo plano, a ser encaminhado à Previc assim que concluído, para contemplar os servidores municipais que estão no regime antigo visando atraí-los para a previdência complementar. “Para esse segundo plano está previsto um aporte extraordinário do município como um incentivo para que o servidor antigo migre para a previdência complementar”, explica Rauen.

Ele tomou posse na diretoria da entidade em 1º de outubro, juntamente com Luiz Carlos da Silva e Jocelaine Moraes de Souza, respectivamente como diretor financeiro e diretora de previdência. Os três vieram do RPPS de Curitiba, o IPMC, para onde nomeados para substituí-los Ary Gil Merchel Piovesan, como presidente, e  Marcus Vinícius Garcia Negrão, como diretor administrativo-financeiro.

De acordo com José Rauen, sua passagem de pouco mais de um ano no IPMC resultou em reformas importantes para o instituto, sendo que a última e mais relevante foi a redução do déficit atuarial com base em um recálculo realizada por um atuário contratado internamente. “Trabalhamos no aprimoramento da base de dados, geramos um novo cálculo atuarial e o déficit atuarial do IPMC de R$ 14,9 bilhões foi reduzido para R$ 11,9 bilhões”, destaca Rauen. Segundo ele, o déficit atuarial precisa ser equacionado pelo município, que fará repasses para o instituto nos próximos 36 anos.

Além disso, o município aprovou o crescimento progressivo das alíquotas de contribuição previdenciária, sendo que para os servidores passou de 11% para 11,5%, e para o município, de 22% para 23%. “Isso vai chegar a 14% para servidores e 28% para município, aumentando 0,5% e 1% ao ano, respectivamente”, explica Rauen. “Em princípio, o problema previdenciário está resolvido, pois a previdência complementar contempla o que faltará para sanar a pressão com a previdência”, ressalta.