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Com dificuldades para bater meta atuarial, instituto quer trocar fundos de ações de pior desempenho

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Com a redução da taxa Selic a Manaus Previdência tem encontrado maior dificuldade para alcançar a meta atuarial. Por conta disso, o instituto está fazendo uma reavaliação de seus fundos de ações com rentabilidade inferior a outros fundos de igual estratégia. “Levamos ao comitê de investimentos os fundos que estão deixando a desejar e vamos fazer resgate para aplicar em fundos com desempenho melhor”, explica o superintendente de investimentos do RPPS, Flavio Castro. “Já temos em torno de 7 fundos de ações em nossa carteira e não queremos aplicar em fundo novos, e sim investir esses recursos em fundos que já estão na carteira. Serão cerca de R$ 8,7 milhões resgatados para distribuir em outras estratégias”, destaca

O comitê de investimentos da Manaus Previdência também decidiu, no ano passado, diversificar a carteira do instituto apostando mais em fundos de ações e multimercados. “A renda fixa está com rentabilidade cada vez menor, e naquela oportunidade traçamos o objetivo de colocar 13,5% em ações e 8% em multimercado. Hoje temos 14% em ações e 5% em multimercados”, diz Castro. Ele salienta que ao longo do exercício de 2018 o RPPS vai apostar em fundos multimercado, tentando buscar uma rentabilidade melhor. “Temos 4 fundos desse segmento e a ideia é distribuir os recursos entre eles”, complementa.

 

Edital para novos gestores - O RPPS também está remodelando o edital de credenciamento para seleção de novo gestores, criando critérios um pouco mais rígidos para as intuições. “Para nos dar mais segurança e solidez na seleção, estabelecemos que gestoras serão credenciadas se tiverem pelo menos R$ 6 bilhões de recursos sob gestão, e administradoras, no mínimo R$ 3 bilhões de recursos administrados. Criamos essa linha de corte, pois casas muito pequenas por não trazerem solidez ou não transmitem muita segurança”, destaca Castro.

O instituto também passou a exigir um rating mínimo de acordo com a agência classificadora de risco, além da documentação habitual e também uma análise sobre também os gestores pessoa física. “O edital de credenciamento está em fase de adaptação e no momento está suspensa a possibilidade de novos credenciamentos. Uma vez publicado, devemos ter novos processos seletivos, mas dentro desses novos critério”, diz Flavio Castro.